LABIRINTOPATIAS

Labirintopatias são as doenças do labirinto e podem ser ocasionadas por vários males como as alterações da coluna vertebral, Perda Auditiva, Diabetes, alta taxa de triglicerídeos e de colesterol, Anemia, problemas na região temporo-mandibular (maxilar), entre outras.
Os principais sintomas das Labirintopatias são: vertigem, tontura, vômitos, cefaléia, zumbido, náusea, entre outras formas de mal-estar.
Labirintite é o nome conhecido popularmente e se refere ao labirinto, que é o órgão responsável pelo equilíbrio do corpo.
As Labirintopatias podem ser divididas de diversas maneiras de acordo com a causa a qual ela está relacionada. A Doença de Mènieré (aumento da pressão dos líquidos nos canais internos da orelha) é uma das causas e se manifesta através de episódios freqüentes e repetidos de vertigem muito forte, perda gradativa da audição e zumbido.
A tontura é um sintoma bastante comum e está presente em quase todas as formas de Labirintopatias. É definida como a falta de percepção de equilíbrio da pessoa em relação ao ambiente que a circula. A vertigem é a sensação de seu corpo estar girando ou de as coisas estarem girando em torno de si.
O zumbido também é um sintoma bem freqüente, acontece quando a pessoa sente que a sua orelha produz um barulho constantemente. Esse som irritante pode variar de volume e de intensidade, como se fosse o barulho de uma panela pressão assoviando, chiados, grilos, pulsação, etc. Algumas pessoas sentem tanto zumbido que não conseguem ter uma vida normal, porque o barulho persistente pode interferir no trabalho, nos estudos, no sono e na comunicação com outras pessoas.
Para diagnosticar as Labirintopatias muitas vezes é necessária uma avaliação completa da saúde da pessoa através de vários exames, e somente a partir da descoberta da causa é que o médico pode definir o tratamento adequado.

SURDEZ

A surdez ou perda de audição tem várias causas e graus, algumas causas já foram citadas, como as otites e a otosclerose.
Porém existem outras causas de perdas auditivas relacionadas com a cóclea ou com o nervo auditivo, e que tem um tratamento completamente diferente.
Dependendo do grau da surdez, o tratamento pode ser feito através de aparelhos auditivos convencionais, mas em muitos casos estes não são suficientes para uma satisfação auditiva e atualmente temos vários tipos de implantes auditivos que podem ser usados para tratamento destes tipos de surdez.
Os seguintes implantes estão disponíveis em Curitiba e já fazem parte da nossa rotina, sendo que muitas vezes os planos de saúde fazem à cobertura deste tipo de cirurgia.

OTOSCLEROSE

A otosclerose ou otospongiose se caracteriza por uma fixação do osso chamado estribo, responsável pela condução do som à cóclea, que é o órgão responsável pela audição dentro do ouvido. É mais freqüente em mulheres jovens, pois tem relação hormonal, geralmente ocorrendo após uma gravidez.
O sintoma principal é a perda de audição, acompanhada ou não de zumbido ou chiado nos ouvidos.
O diagnóstico é feito através da audiometria e eventualmente da tomografia computadorizada em alguns casos.
O tratamento é cirúrgico, a cirurgia chama-se estapedectomia, em que é feita a substituição do estribo por uma prótese que vai restabelecer a vibração a ser transmitida para a cóclea e para o nervo auditivo.

COLESTEATOMA

O colesteatoma é o grau mais agressivo das otites, em que ocorre um crescimento de pele do canal auditivo para dentro do ouvido, através de uma perfuração do tímpano, causando um vazamento amarelado com odor fétido, além de uma perda de audição de um grau maior.
O diagnóstico também é clínico, pelo exame físico, e auxiliado pela tomografia computadorizada que vai mostrar a extensão da doença.
O tratamento é cirúrgico, com a cirurgia chamada timpanomastoidectomia, em que é feita uma reconstrução do tímpano associada a uma limpeza de toda essa massa epidérmica que invadiu internamente o tímpano.

PERFURAÇÃO DA MEMBRANA TIMPANICA

Ocorre nas pessoas com história prévia de otites de repetição, em que alguma dessas otites acabou perfurando o tímpano que não cicatrizou. Pode ocorrer também por trauma, devido à cotonetes, agressões físicas ou por pressões bruscas como ondas do mar.
O sintoma é a diminuição da audição, além de vazamento pelo ouvido toda vez que a pessoa deixa entrar água no canal auditivo. Nestes casos são indicados os tampões para natação ou praia, e mesmo na hora do banho de chuveiro.
O diagnóstico é clínico, pelo exame físico em que notamos a perfuração, e os exames complementares são os exames auditivos, como a audiometria, para averiguar o grau da perda auditiva causada pela perfuração.
O tratamento é cirúrgico, com a cirurgia chamada timpanoplastia, que é uma microcirurgia em que é colocado um enxerto para fechamento do tímpano.

OTITE MEDIA SECRETORA

É a complicação da otite média simples, descrita anteriormente. Ocorre quando há um acúmulo de secreções na orelha média, internamente ao tímpano, devido a gripes freqüentes ou nas crianças que não respiram bem, por rinites alérgicas, aumento das amigdalas e das adenóides, dentre outras. O sintoma principal é a perda de audição, a criança começa a ficar desatenta e o rendimento escolar cai.
O diagnóstico é clínico, pelo exame físico que mostra presença de secreção ou catarro por trás do tímpano, e confirmado pelos exames de audiometria e imitanciometria, que mostram uma perda de audição de graus variáveis além de diminuição da vibração do tímpano.
O tratamento é à base de corticoesteróides via oral por alguns dias, e se não houver resolução do quadro, é indicado o tratamento cirúrgico, com colocação dos chamados carretéis ou tubos de ventilação no tímpano, para drenar a secreção da orelha média e impedir que ela se forme novamente, dessa maneira restabelecendo a audição da criança.

OTITE MEDIA AGUDA

A otite média, ao contrário da otite externa, acontece mais nos meses de inverno. Ocorre juntamente com uma gripe ou resfriado que acaba acometendo o ouvido, causando uma inflamação no tímpano e na parte mais interna do ouvido. Por isso a dor é maior do que a otite externa e a sensação de perda de audição é também muito maior. Acomete mais crianças, e causam uma dor maior principalmente à noite pelo resfriamento do organismo, às vezes com febre alta e mal estar geral.
O diagnóstico também é clínico, pelo exame físico que mostra um tímpano vermelho e abaulado, além dos sintomas mencionados.
O tratamento já é a base de antibióticos via oral, além de analgésicos e descongestionantes nasais, sendo que o quadro também se resolve em alguns dias.

OTITE EXTERNA AGUDA

É comumente causada pela umidade nos ouvidos devido ao excesso de banhos de piscina ou praia, por isso é muito mais comum nos meses de verão. Também pode ser causada pelo uso excessivo de cotonetes ou qualquer outro instrumento introduzido no canal do ouvido
O diagnóstico clínico é baseado nos sintomas que são: dor de ouvido e sensação de ouvido entupido, e pelo exame clínico que mostra um canal auditivo vermelho e inchado.
O tratamento é clínico, à base de medicações tópicas e analgésicos, e geralmente se resolve em alguns dias.